Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP

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Energia, Engenharia Automotiva, Poli, USP /

Brasil precisa desenvolver tecnologia do carro elétrico, diz professor da Poli

A indústria automobilística brasileira precisa investir na produção de carros elétricos, sob pena de ter uma frota defasada em termos tecnológicos. O recado foi dado pelo professor Marcelo Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil da TV Globo, nesta quarta-feira, dia 1. “A gente não vai escapar de ter veículos elétricos no Brasil, sob pena de termos uma frota defasada em termos tecnológicos”, destacou.

Marcelo Alves disse que, por enquanto, o preço da energia compensa no carro movido a eletricidade, mas se o Brasil demandar mais energia, o preço certamente irá subir. “Um americano vai gastar em média, por ano, da ordem de US$ 2,5 mil a US$ 3 mil em gasolina com o seu carro comum. Estima-se que ele gastaria em energia elétrica algo em torno de US$ 300 a US$ 400 por ano. Mas é porque temos poucos carros elétricos. Se passar a ter mais e a demanda por energia aumentar, o preço do kilowatt hora vai aumentar”, explicou o professor que integra o Centro de Engenharia Automotiva da Poli.

O professor foi entrevistado para comentar a reunião dos prefeitos das maiores cidades do mundo, a C40, que acontece esta semana em São Paulo. O encontro discute as soluções que deram certo no combate a poluição, entre elas a produção em larga escala de carros movidos a energia elétrica.

Para se locomover na cidade paulista, os prefeitos tem à disposição dez carros elétricos fabricados no Japão. Eles não emitem poluentes e a bateria tem uma autonomia de 160 quilômetros. A reportagem destaca que entre os desafios das montadoras está criar baterias que ofereçam uma autonomia maior, com menor tempo para recarregar. Enquanto para encher o tanque de gasolina o tempo máximo é de dez minutos, recarregar a bateria do carro elétrico pode durar a noite toda.

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